Não existe momento mais difícil na carreira de um fotógrafo do que a hora de escolher as imagens para fazer a composição do portfólio. Dúvidas das mais profundas parecem fazer morada na cabeça do profissional. O que escolher? Quais as imagens que melhor traduzem a minha fotografia? Por onde começar?
Confesso que estou neste ritmo. Depois de escolher a identidade visual do meu novo projeto e migrar de vez para os mais variados tipos de sites de redes sociais, agora, sem mais demora, é importante escolher o catálogo de imagens que irão descrever o meu perfil, o meu traço e a linguagem fotográfica que eu vou seguir.
Tudo é igual? Tudo se nivela? Não. Principalmente para os fotógrafos amadores, que ainda, neste caso, estão experimentando diferentes sensações. Não existe uma linha tênue que assegure um estilo. Existem possibilidades. Mecanismos de união do trabalho, ou ainda, desta força estética.
As imagens que devem ser inseridas no portfólio do profissional de fotografia não precisam contar uma história. Pode, ou melhor, devem ser independentes. Precisam trazer uma raiz de conceitos. O fotógrafo precisa deixar claro o que ele quer passar com aquela seleção.
No meu trabalho como fotógrafo, embora tímido, mostro alguma personalidade. Em reuniões com amigos designers e outros tantos tratadores de imagens senti que poderia trilhar um caminho por uma fotografia mais “fria”, “gelada” e cinzenta. Caminhei! Mas não é necessário mudar todo o portfólio. Pode se estabelecer uma regra, do tipo: a partir de agora…
Então, a partir de agora, meu portfólio começa a ser selecionado. Vou buscar por imagens quase cênicas. Preciso elaborar um roteiro na minha cabeça. Apontar as fotografias que serviram como protagonistas nesta história. Insisto que não precisam travar um diálogo entre si, mas sim, mostrar personalidade e carregar referências e conceitos.
Este, pra mim, é um bom portfólio!
Abraços
evchaves | fotógrafo
eduardo@evchaves.com.br