O título do post é provocativo. Como assim três minutos de editorial? Assim, desta forma, como o tal macarrão instantâneo, sem demoras… pronto! É criado um editorial. Certo? Errado. Por isso a provocação é direta para quem acha que apenas idéias formatam um pensamento e, aposto que, depois do verbo “fazer”, o que resta é um emaranhado de dúvidas.
Fotógrafo! Presta atenção: REFERENCIE SEUS PROJETOS! Não digo cópia, não seja baixo e copie a idéia de alguém, afinal, você jamais será quem quer que seja. O tempo todo será você mesmo, então, assim, busque imagens que mostre referências para o seu trabalho. Em primeiro lugar seja honesto com os seus desejos. Afinal, o que você quer com as suas fotografias? Pergunta número um do total de seis milhões que devem ser respondidas antes da prática e do aperto do botão.
A equipe precisa estar envolvida na sua idéia. Mais do que você, os outros precisam acreditar no que o tal “dono do tabuleiro” está dizendo na hora de jogar. Você é quem dá as cartas. Mas nesta partida há muito o que se perder se você não for claro nas regras. Regras? Sim, claro! Qualquer projeto, por menor ou maior que seja, tem suas restrições. Daí, então, surge de novo às referências.
Mostre um a um dos integrantes do trabalho imagens, estilos e outras fotografias que ajudem a unificar o pensamento. O maquiador precisa estar ciente que os olhos são mais assim… e menos assim… já o hair stylist tem que ficar ciente que no momento tal o cabelo da modelo estará daquele jeito tal… o figurinista não pode esquecer daquela imagem em que a referência mostra uma modelo pulando, então, nada de decotes profundos ou vestidos muito curtos. Nada pode? Pode tudo, desde que se tenha objetivo.
Este post vem ilustrando um editorial que fiz recentemente para a DIA-A-DIA REVISTA. Publicação para o público de classe AA que vive, mora ou trabalha na região do ABC PAULISTA (uma das mais importantes economias do país). A publicação era clara no seu desejo: modelo impecável, figurino opaco e bolsa como troféu na imagem. Troféu! Pronto, foi esta a palavra que eu trouxe para mim como recado. Daí então, a tal ECOBAG (produto que deveria ser vendido na fotografia) se transformou em um troféu. A imagem e a concepção estavam criadas.
Não muito longe de mim, ou melhor, no meu acervo de imagens estava tudo o que eu precisava. Givenchy, Victor Hugo, Chanel, Fórum e uma pitada de Steven Meisel para mostrar por onde seguir. Meu caminho tava firme e forte. A construção das imagens para o editorial da ECOBAGS da DIA-A-DIA REVISTA estava pronto! Na cachola, mas estava.
Contar com uma equipe afinada para a produção é garantia de 50% do trabalho. Deixe o restante para os quesitos: tempo, clima, locação, segurança e empecilhos que vão acontecer. Tudo pronto! Idéias divididas, referências apresentadas. Para este editorial convidei a modelo e cantora Caroline Terzi. Fantástica! Pronto, resumi o trabalho da garota que se mostra, por muitas vezes, mulherão e com um simples piscar de olhos volta a ser angelical.
A maquiagem e o stylist é assinado pelo competente Jorge Carneti, que não deixa por menos e também comanda a edição das imagens. Falando por cima posso dizer que o cara realmente entende do assunto.
Entre saltos, pulos, rodopios, planos diferentes, cenários, figurinos, acessórios e looks diversos o editorial para a DIA-A-DIA REVISTA foi muito tranqüilo. A locação ajudou. Onde? Não faço cerimônia e deixo uma pista: leve sua câmera para passear pelas bandas da mais paulista das avenidas. Difícil? Não. Apenas dê referências. Não me copie!
Abraços
evchaves | fotógrafo
eduardo@evchaves.com.br






One Comment
Evchaves, ótimo post! Concordo contigo quando diz que copiar não é legal, e realmente não é. O que podemos é, através de outros artistas, nos inspirar para produzir o nosso, produzir o nosso original, com nossa essência.
Até mais!