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Click Madalena


O Instituto Internacional de Fotografia, ou apenas IIF, é um celeiro de talentos. Na última frase eu confesso que não exagerei quando disse “celeiro de talentos”. E ao longo deste depoimento nada tímido vou contar um pouco sobre a minha experiência na escola.

Antes de falar da criatura, que tal falar do criador? Danilo Russo é um profissional que dispensa apresentações. Italiano de sotaque pesado é um brasileiro conquistado. Da Europa trouxe a bagagem de fotografar para inúmeras revistas e editoriais, passando por grandes publicações e também se dedicando à fotografia de book. No Brasil estabeleceu, em São Paulo, sua morada para formar uma das mais importantes escolas de fotografia paulista. Pronto… não demorou muito para eu falar novamente do Instituto Internacional de Fotografia.

A escola é completa. Oferece desde o básico até o mais avançado dos módulos. Vale uma nota para o curso Master em Fotografia de Moda que é o carro abre-alas da instituição e também um dos mais caros. Para sair do IIF com um diploma é preciso muito! Calma. Não estou mais me referindo ao preço. Este, se você estiver afim, entre no site e confira! Estou falando de estudos. Você vai precisar enxergar a fotografia com novos olhos.

O convite foi simples e sem medo. O anúncio no site da escola mostrava uma nova turma que iniciaria sua pesquisa sob as lentes voltadas para a Fotografia de Book em Externa. Um convite. Novamente um convite! Precisava me programar.

Conversei com o Danilo e pouco tempo depois minha inscrição no módulo já estava feita. Faltava dois dias para conferir de perto o que tinha dentro dos muros do IIF que tantos outros profissionais comentavam. Faltava apenas um dia. E logo já não faltava nenhum. O endereço? Rua Eusébio de Paiva, 68 – Lapa.

A escola já é minha velha conhecida. Já passei pelos portões para realizar um vídeo e uma entrevista com o diretor, que na época, vestiu seu personagem de fotógrafo e mostrou todo o talento para as páginas da Dia-a-Dia Revista.

Que gostoso voltar ali novamente. Meu contato com os “bancos” da escola estava enferrujado. Me senti como criança. Empolgadíssimo. Aproveitei cada passo até ver que estava um bocado atrasado para a minha primeira aula, de duas. Sim. O curso aconteceu no sábado, 15 e no domingo 16 de maio.

Entrei e o Danilo já me cumprimentou. A turma era reduzida. Fiquei tímido. O ambiente da sala era de concentração. O papo já estava desencadeado e a conversa ritmada. Ali o mestre apresentou um bocado de dicas. Acendeu a lamparina das idéias e mostrou várias imagens de referências. Tudo ali era apontamentos. Não existia o certo e o errado. Existia sim, um víeis uma busca.

Pausa. Café. Diálogos. Pausa. Almoço.

O emprego ainda me consome. Precisei sair para acompanhar o ensaio fotográfico da capa do mês de junho da Dia-a-Dia Revista. Eita… já estou falando da revista novamente. Mas foi ótimo. Não posso contar quem será a capa da edição, mas as fotos em um MEGA ESTÚDIO em São Paulo ficaram ótimas.

Voltando. Voltando mesmo, afinal, precisei ficar fora da aula por quase três horas. Peguei ainda a conversa desenrolada. A turma estava animada com o ensaio prometido para o domingo. O destino era incerto: Av. Paulista ou bairro da Lapa. Certamente já sabia que a ansiedade iria dominar meus pensamentos.

Domingo. A madrugada não tardou a passar.

Câmera na mão e entrei novamente no espaço do IIF. Uma agitação só. Modelos, professores, produtores, maquiadores. Tudo no plural. Era mais que um. Estavam formadas equipes. Eu fazia parte daquilo tudo. Que delícia!

No roteiro a avenida mais paulista das avenidas não podia ser desbravada. A Virada Cultura já mostrava seus resquícios pela região nobre da cidade. Mudança de planos. Viela na Vila Madalena. De canto ouvi alguém falar sobre o “BECO DO BATMAN”. Achei engraçado, mais fiquei com medo.

Van na porta. Estrutura de editorial de moda. O fotógrafo Danilo Russo tratou de nos apresentar a nossa modelo que iríamos conduzir durante todo o dia. O produtor também já escolheu os looks e a conversa com a equipe estava afinada. Senti falta de conhecer um pouco mais sobre o trabalho de maquiagem, pois é, senti falta durante todo o dia.

Chegamos no local. Incrível. Estrutura bem paulista. Mix de cultura pop e rebeldia. No grafite senti que estava invadindo um espaço sagrado. Adorei a experiência. A modelo estava por ali, divina. Os grupos tinham uma hora para conduzir e dirigir a modelo em poses para compor o book. O curso Fotografia de Book em Externa não poderia ser desfeito. Criatividade? O tempo todo. Mas não podíamos esquecer a simplicidade. Estava aí o desafio.

Almoço. Senti dificuldades para voltar. Sono.

Mais uma vez o condutor do curso, pois é, mais uma vez falando do Danilo Russo, que aliás, se mostrou presente. Pedia e desafiava os alunos. O cara realmente é bom no que faz. Quem não gosta de desafios? Eu não deixo por menos. Prendia a atenção dele com alguns cliques que eu fazia. Excelente!

Outra troca de modelo e a produção antenadíssima. Mais uma troca. Pronto, era a última. Na máquina já contava 437 cliques. Parecia que naquele beco só escutava o som da minha Nikon. Que gostoso fotografar!

A noite já caia quando deixamos o local. Aproveitamento? 100%. O que eu levo do curso? É preciso ser simples. É preciso ser profissional. É preciso ser. Agora já aponto minha câmera com mais segurança.

Abraços

evchaves | fotógrafo
eduardo@evchaves.com.br

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